quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Dezembro...


Hoje estou sem nenhuma inspiração, perdi as palavras em algum lugar...
Não estou triste, desiludida, estressada, cansada... nada disso, apenas sem saber o que dizer... mas quero escrever algo aqui hoje. Espero que consiga...
Eu quero e espero tanta coisa... 
Em dezembro fica mais forte todos os nossos quereres e esperas, não há como negar toda essa energia de fim de ano que nos envolve num misto de esperança, fé e reflexão de nossa vida. Mas o melhor mesmo, acredito eu, nestes dias ensolarados de quase verão, é não pensar muito, ir moldando os nossos dias com nosso jeito, com nossas vontades, com nossos quereres, com nossos risos e lágrimas, sem dar muita importância para o que pode acontecer depois... se conseguirmos ser quem queremos ser, nos detalhes do nosso cotidiano, as pecinhas do nosso quebra-cabeça vão se encaixando até formar o que desejamos. O problema é que nem sempre conseguimos agir assim.
Ontem lia, numa agenda antiga minha, poemas que escrevia há muito tempo atrás... engraçado nos ler no futuro, o que de fato é importante pra nós e tem verdade de alma, acontece... aí meu me pergunto: por que eu não aprendo a esperar? Por que sempre complico tudo? Aff!
Talvez a gente precise mesmo dessa ansiedade, dessa agonia sobre a incerteza se dará certo ou não para se sentir o gosto doce da conquista, talvez...
E você como está de dezembro?
Muitas esperas?
Muitos quereres?
Como está você agora?


Beijo grande e simbora!

Procuro uma alegria
uma mala vazia
do final de ano
e eis que tenho na mão
- flor do cotidiano -
é vôo de um pássaro
é uma canção.
(Drummond, Dezembro de 1968)

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